sexta-feira, 25 de junho de 2010

Então, falemos sobre amor…

Ah, o amor… Aquilo que nos move, que nos deixa feliz, tristes, que nos faz pensar, nos faz ficar horas sonhando acordados, que não nos deixa dormir, que nos faz mais fortes e mais fracos. O amor. O amor… Porra  nenhuma.

Sejamos bem francos: quem nunca gostou de uma pessoa? Acredito que todos. Todos já disseram “eu te amo”. Mas não é com esses que eu quero falar. O que me deixa simplesmente verde de raiva é estar olhando a vida alheia e me deparar com as seguintes frases: “Eu te amo mais que tudo” ou “Eu te amo para sempre”. Vá à merda!

Não, você não ama ninguém para sempre. Não, entenda, você vai morrer e ele (ela) também. Aonde fica o “para sempre”? Mas o pior mesmo é “te amo mais que tudo”. Caralho, você com certeza ama mais sua mãe, seu pai, seu irmão, seus amigos, se bobear até seu papagaio mais do que você ama a pessoa para quem você disse. Acima de tudo, você tem que se amar muito mais do que ama alguém, por que se não você se torna uma pessoa, digamos, inútil. Além disso, você está mentindo para ele (ela) e para si mesmo. Bonito, né?

Há exceções? Sim. Dizer isso para sua mãe, seu pai, seu filho, sua família, ou um amigo (a) seu que esteja com você há muito tempo é lógicamente compreensível. Fora estes casos, somente se você estiver prestes a comemorar suas bodas de ouro.

Que fique claro, só acredito em um amor verdadeiro e eterno: de pais com os filhos. Mesmo porque, não há escapatória. O resto é tudo paixãozinha.

Agora, se você for um homem, e está dizendo isso para uma garota incrivelmente gostosa, só por interesse, parabéns, você acaba de ganhar meu respeito. Deixa eu explicar por quê. Se for para mentir (ou seja, falar que “ama para sempre” ou “mais que tudo”) que minta com algum objetivo em mente, e não apenas por mentir. Esse é o ponto chave.

 

E antes que me mande à merda, pense: você fala esse tipo de coisa?
Se a resposta for “sim”, então, por favor, se mate procure auxílio psiquíátrico.

3 comentários:

  1. Bom, Lufinho, você sabe que não é nada pessoal. De verdade, qualquer coisa que você ou eu dissermos aqui não vai alterar em nada nossa amizade e o jeito com o qual tratamos um ao outro. Porém, eu não concordo com você. Tenho ciência, sim, de que muitas pessoas pensam como você e, também, como eu, como nossos amigos, é exatamente por isso que somos o que somos. Se não houvesse opiniões diferentes, não teria graça, o importante é sabermos lidar com essas diferenças e respeitar essas concepções distintas. Agora, comentando, finalmente, o seu texto, eu só te digo o seguinte: para mim, há vários tipos de amor, por isso eu penso que não podemos confundi-los com amizade. Há o amor de pai, de mãe, amor de irmão, de irmã, amor de tio, de tia, de avô, de avó, amor de amigo, de amiga, de primo, de prima. Além do que, eu acredito no seguinte ponto, sem levar em consideração o lado espiritual e o credo de cada um, porque isso é uma individualidade indiscutível, mas cada pessoa entra em nossa vida para nos ensinar uma determinada lição e nos marca de uma determinada forma, depende somente de nós mesmos descobrir como aproveitar isso e como retribuir. Na minha concepção, dizer "eu te amo" é uma forma de retribuir.
    Veja pelo seguinte ângulo, são três pequenas palavras que dizem muita coisa, formam uma expressão mundialmente conhecida, porque, não importa o idioma e a forma de escrever, essas três palavrinhas têm sempre o mesmo significado. Representam uma forma de expressar o carinho por alguém e traduzem até os sentimentos mais difíceis. Em qualquer idioma há palavras que somente o dicionário não consegue explicar e, para nós, sua grande maioria é denominada "substantivos abstratos", são eles, por exemplo, "amor" e "saudade". O dia que me mostrarem um argumento consistente no ramo científico para esses dois sentimentos, eu repenso sobre o assunto. Contudo, por enquanto, são poucas as palavras que, pra mim, traduzem nossos mais profundos sentimentos: "Eu te amo!".

    Ass.: Rodrigo Lamussi de Mattos

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  2. Concordo, não critiquei quem diz eu te amo, mesmo porque, aí eu seria controverso, já que eu digo também. Só critiquei a forma iludida como algumas pessoas encaram o "amor".

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  3. Ah, sim, por esse ponto de vista, eu também acho. Na verdade, nada contra, só que eu acho que o mais importante é tentarmos não confundir amor e amizade, por isso. :D

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