terça-feira, 29 de junho de 2010

Ser prepotente ou ser esnobe?

Duas das características que mais gostam de usar junto ao meu nome. Agora eu pergunto, há alguma diferença entre elas? Claro que há.

Primeiro de tudo, deixa eu contar umas coisinhas aqui… Nasci em 1992, e até cerca de 2005 era filhinho de papai. E como era. Mas a vida é engraçada. Ela sempre tenta fazer você mudar, não na essência, mas mudar. E foi isso que aconteceu. De 2005 a 2009, foi a fase mais dura da minha vida. Na época, dinheiro era difícil de ter, carro, luxo então, nem se fala. Quando me mudei para São Paulo, em 2008, vim morar com minha avó. Rodei. No começo, nunca vi tanta amargura e tanta falta de sentimentos em uma pessoa só. Foi difícil. Arranjei um emprego, comecei a ganhar um pouquinho, pra ver se eu podia pelo menos sair às vezes aos finais de semana. Com 16 anos não é fácil pegar ônibus à 1h da manhã. Enfim…

Fui trabalhar de novo, no Natal, naquela loja, a Track & Field, do Iguatemi. A partir de então, achei que tinha conquistado um pouco de respeito por parte da minha família. Bem, o ano era ano de vestibular, e eu precisava entrar numa faculdade pública, porque não havia como pagar uma particular. Fiz um tempinho de cursinho junto com o colégio e junto com a academia. Saia de casa, de ônibus, às 6h da manhã, e voltava às 21h. Fora as provas que eu tinha nos finais de semana…

Pois bem, vivi muita coisa ao longo de dois anos que me ensinaram muito. Aprendi a me virar, a não depender das pessoas e a correr atrás. Claro que, muito graças aos meus amigos, e por que não, aos  meus pais, que mesmo longe, faziam o que dava.Não posso esquecer de alguém que eu sempre falei mal, mas que se não fosse por ela, eu não estaria aqui: minha avó. Sempre amarga e cabeça dura, mas sempre estava aqui para me ajudar, assim como minha tia.

Como eu disse, lutei para caralho, e consegui entrar na melhor Universidade do Brasil (Pode pesquisar no ranking que você quiser). E algumas pessoas me chamam de prepotente.

A diferença é que uma pessoa prepotente se acha, se acha mas não é nem metade do que fala. A pessoa esnobe se acha porque realmente é o que fala. Prepotente é o caralho, sou esnobe, e sou esnobe sim. Mas sou porque eu lutei muito para chegar onde estou. Esse é o ponto principal da questão.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Quer que eu desenhe?

Para deixar claro, eu acredito, sim, no amor. Mas não nesse amor idealizado das pessoas. Eu amo, sim, as pessoas, mas tomo cuidado para não falar à toa.

Eu falo mal de quem não pensa antes de falar e acaba falando demais; falando mentiras. É pra isso que existe esse blog. É para quem ler, parar e pensar: “Po, ele tem razão” ou “Po, ele é um cretino”.

 

Capiche?

Fake plastic blog

Ok, this is awkward. But perhaps someone who is not Brazilian read this blog. For those, I’ll write this one in English.

Well, if you haven’t noticed yet, here, I talk about love. Love and all the things that I don’t agree with the modern society. And I think you don’t either, but you pretend.

I don’t know if it’s only in Brazil, but here some people can’t make the distinction between real feelings and what they want to feel. Of course, it’s easier to believe in what we may want. To be clear, I don’t think that it’s some kind of “fake love”, I just believe that it’s not as real as it seems. Fair enough.

What is that feeling, anyway? It’s hard to define. But the closest that I’ve ever seen was written by one of the greatest rock band ever, called Radiohead. Thom Yorke (singer) wrote, in the spectacular song “Fake Plastic Trees”, three clever lines:

“She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love”

So, it seems to be real, it tastes like real, but it’s a kind of fake love. Why plastic? Because it’s malleable, you can let it as you want. It’s perfect, isn’t it?

domingo, 27 de junho de 2010

“Não nos deixe cair em tentação…”

Agora isso vai ficar interessante. Imagine a seguinte cena: você acaba de se despedir de sua namorada, que foi para casa. Depois disso, você vai embora de ônibus. No ônibus, você só tem um lugar disponível para sentar, que é do lado de uma menina incrivelmente bonita. Aí vem a seguinte frase à sua cabeça: “Ah, quue gata. Será que eu teria chance?”. Pois é, mamífero, você acaba de trair sua namorada, indiretamente.

Isso pareceu um pouco absurdo? Pois, não é. Quantas vezes você se depara com um mulher (ou homem) linda na rua e pensa como seria se vocês se beijassem. Isso também é traição. Claro que, é uma traição mais branda.

Agora, analisando o conceito biológico da coisa, não dá para nos culpar integralmente por isso. Nosso corpo, dos 12 aos 21 anos, é bombardeado por hormônios. Sendo assim, nossa distinção entre o sexo e o errado está meio abalada.

Todos nós sofremos por tentações, e muitos de nós caem (em tentação). Eu realmente acredito que todo mundo trai, indiretamente talvez, mas trai. Todos somos iguais, biológicamente, pelo menos. Temos os mesmos impulsos.

 

Se você discorda, acha que nunca trairia, que seu amor por tal pessoa é muito forte e inabalável, das duas, uma: ou você é uma pessoa melhor do que eu, ou a carapuça serviu. Pois é, meu amigo… A carapuça serviu.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Então, falemos sobre amor…

Ah, o amor… Aquilo que nos move, que nos deixa feliz, tristes, que nos faz pensar, nos faz ficar horas sonhando acordados, que não nos deixa dormir, que nos faz mais fortes e mais fracos. O amor. O amor… Porra  nenhuma.

Sejamos bem francos: quem nunca gostou de uma pessoa? Acredito que todos. Todos já disseram “eu te amo”. Mas não é com esses que eu quero falar. O que me deixa simplesmente verde de raiva é estar olhando a vida alheia e me deparar com as seguintes frases: “Eu te amo mais que tudo” ou “Eu te amo para sempre”. Vá à merda!

Não, você não ama ninguém para sempre. Não, entenda, você vai morrer e ele (ela) também. Aonde fica o “para sempre”? Mas o pior mesmo é “te amo mais que tudo”. Caralho, você com certeza ama mais sua mãe, seu pai, seu irmão, seus amigos, se bobear até seu papagaio mais do que você ama a pessoa para quem você disse. Acima de tudo, você tem que se amar muito mais do que ama alguém, por que se não você se torna uma pessoa, digamos, inútil. Além disso, você está mentindo para ele (ela) e para si mesmo. Bonito, né?

Há exceções? Sim. Dizer isso para sua mãe, seu pai, seu filho, sua família, ou um amigo (a) seu que esteja com você há muito tempo é lógicamente compreensível. Fora estes casos, somente se você estiver prestes a comemorar suas bodas de ouro.

Que fique claro, só acredito em um amor verdadeiro e eterno: de pais com os filhos. Mesmo porque, não há escapatória. O resto é tudo paixãozinha.

Agora, se você for um homem, e está dizendo isso para uma garota incrivelmente gostosa, só por interesse, parabéns, você acaba de ganhar meu respeito. Deixa eu explicar por quê. Se for para mentir (ou seja, falar que “ama para sempre” ou “mais que tudo”) que minta com algum objetivo em mente, e não apenas por mentir. Esse é o ponto chave.

 

E antes que me mande à merda, pense: você fala esse tipo de coisa?
Se a resposta for “sim”, então, por favor, se mate procure auxílio psiquíátrico.

Hipocrisia não mata, engorda.

Ah, a tão famosa hipocrisia. O que é isso, afinal? Segundo o Aurélio, é " Vício que consiste em aparentar uma virtude, um sentimento que não se tem". Mas eu acho que é mais. Hipocrisia é quando você reclama da falta de honestidade dos políticos do Brasil, mas oferece uma "cervejinha" para o guarda não multá-lo.
Se você já fez isso, não se sinta mal. Todos somos hipócritas uma vez na vida, pelo menos.

Primeira impressão é a que fica

Bem-vindos. Bem, primeiro de tudo quero que vocês entendam o propósito deste blog. É bem simples: conversar, de maneira clara e simples, sobre assuntos que as pessoas normalmente acham muito complexos, como amor, sexo e... Existe algo além disso?